Cruzeiro no Báltico – o esplendor de S. Petersburgo e as capitais bálticas

Cruzeiro no Báltico

Em Setembro de 2017 parti para Berlim para um cruzeiro no Báltico num navio da Norwegian Cruise Line – o Norwegian Getaway

O cruzeiro no Báltico teve a duração de 9 noites, tal como gosto. 7 noites para mim é tipo fim-de-semana 🙂

Berlim

Em Berlim estive duas noites antes de seguir para o porto de Warnemunde.

Provei Currywurst e apreciei a experiência da Oktoberfest à moda de Berlim.

Oktoberfest em Berlim
Currywurst na Alexanderplatz em Berlim

Passeei por Berlim e tirei algumas fotos

Ida para Warnemunde

No dia seguinte parti de comboio para Warnemunde, cerca de 200 km a norte de Berlim onde cheguei por volta das 12.30 após cerca de 3 horas de viagem.

Adorei constatar a confirmação de que a estação fica mesmo junto ao Terminal de Cruzeiros. Warnemunde e Barcelona são os meus terminais preferidos pela facilidade de acesso.

Você pode sair do navio, anda 200-300 metros, e está na estação de onde pode ir para Rostock ou mesmo Berlim. Melhor? Impossível.

Norwegian Getaway
A chegar a Warnemunde de comboio
Cruzeiro no Báltico
Norwegian Getaway

Aqui cometi um erro: não visitei Warnemunde. Grande erro! É uma vila muito bonita com praias e zonas pedonais e que merece uma visita. Só tomei consciência de tal facto no dia de desembarque e após ter sido informado por companheiros de viagens. Preferi ficar no navio para o conhecer e aproveitar as pistas aquáticas, mesmo com o frio que estava.

Cruzeiro no Báltico
Warnemunde
Cruzeiro no Báltico
Panorâmica de Warnemunde

Tenho que voltar a Warnemunde. E hei-de voltar.

Dia 1 – Embarque

Fiquei num estúdio individual, bastante espaçoso e agradável.

Estúdio para individuais
Studio no Norwegian Getaway

Para conhecer a Norwegian, pode ler o meu artigo sobre a mesma. Foi o cruzeiro que mais gostei de fazer até à data. Adorei a Norwegian e vou voltar a fazer cruzeiros com esta companhia.

A Norwegian tem programas para viajantes solitários, tendo uma colaborador(a) dedicado em exclusivo aos mesmos.

Às 17 horas do dia de embarque, encontrei-me num bar com vários viajantes solitários onde travei conhecimento com canadianos, americanos e australianos. Que eu saiba, era o único português a bordo na qualidade de passageiro, de acordo com o que o diretor do cruzeiro Silas Cook me disse.

Após o cocktail, fomos jantar às 18 horas…. Para um português é hora do lanche, mas lá teve que ser. Durante o cruzeiro só repeti o jantar às 18 horas por uma ou duas vezes. Quando não jantava com eles, encontrava-me mais tarde com o resto do “pessoal” na discoteca ou nos bares.

O programa de viajantes solitários é de adesão facultativa e só cerca de 10 ou 12 é que se juntaram todos os dias.

Dia 2 – Navegação

O segundo dia foi dia de navegação onde navegamos com ventos fortes pelo Mar Báltico. A pista de cordas esteve parcialmente encerrada, mas experimentei a parte que estava aberta. Tinha o objectivo de vencer o medo das alturas. Viria a conseguir no dia seguinte em Tallin. Já lá chego.

Dia 3 – Tallin, Estónia

O terceiro dia foi de de paragem em Tallin na Estónia. Saí do navio a pé e caminhei cerca de 1 km até à cidade velha. Já tinha feito a pré-análise sobre o que devia ver em Tallin e pelas opiniões de companheiros de viagem, a minha decisão foi a acertada: Tallin só tem de interesse a cidade velha.

Portanto se for a Tallin, não vale a pena apanhar o autocarro “Hop-on Hop-off”. Caminhe até à cidade velha, tire umas fotos como estas e volte para o navio. Uma manhã chega perfeitamente.

Um conselho: se quiser comprar matrioskas, compre em S. Petersburgo. É mais barato. Se for numa excursão organizada, de certeza que há uma paragem para comprar lembranças.

Durante a tarde fiquei no navio e a meio da tarde, fiz a pista de cordas completa, tendo ido ao “Plank” – uma plataforma estreita que vai para fora do navio

Cruzeiro no Báltico
No Plank – Norwegian Getaway

Venci o meu medo das alturas com esta experiência no “Plank”.

Para ver o vídeo da minha experiência na pista de cordas (ida ao Plank no minuto 9 do vídeo):

Dias 4 e 5 – S. Petersburgo, Rússia

Os dois dias seguintes do cruzeiro no Báltico foram o ponto alto do cruzeiro – São Petersburgo. Inigualável e único!

Tirando a espera de duas horas para passar no controle de passaportes, foi espectacular. Reserve excursões com empresas locais. É mais barato e o visto está incluído. A não ser que seja um aventureiro “die-hard” e com conhecimento de língua russa, faça uma excursão. Na Rússia não falam inglês.

E o frio? Até entra pelos ossos. Brutal, único e muito característico. Mas adorei… deu uma aura a estes dois dias…Tem que vivenciar esta experiência única de ir a São Petersburgo em Setembro, princípio de Outubro. O tempo é mesmo frio (zero a 3 graus máximo) mas o é de tal forma que precisa de gorro, luvas e roupa quente.

E prepare-se para uma “pancada” de cultura daquelas e vistas absolutamente fabulosas: Palácio de Catalina, Hermitage, Jardins de Peterhof, catedral de S. Pedro e S. Paulo sem esquecer estações de metro. Não acredita?

Hermitage
Cruzeiro no Báltico
Hermitage

O interior do Hermitage: algumas fotos. A beleza do Hermitage não está nas obras de arte, está nas salas e sobretudo os tectos. Uma riqueza e opulência extraordinárias.

Igreja do Sangue Derramado

Palácio de Catarina

Peterhof

Palácio de Pedro, o Grande:

Fortaleza de S. Pedro e S. Paulo

Metro de São Petersburgo



E é só 🙂

Aproveitei ao máximo tendo só chegado ao navio 15 minutos antes da hora “Todos a bordo”.

Dia 6

O navio teve que ficar uma noite adicional em São Petersburgo porque o vento era forte e o nível das águas na saída do porto estava abaixo do aceitável e não era seguro saírmos. Partimos no dia seguinte, tendo perdido o porto de Helsínquia. Oportunidades não faltarão.

A Norwegian teve um comportamento exemplar porque devolveu de imediato o valor das excursões que os passageiros marcaram junto do navio bem como as taxas portuárias devidas pela paragem em Helsínquia. Exemplar!

Dia 7

O sétimo dia deste cruzeiro no Báltico levou-me até Estocolmo, capital da Suécia

 

Dia 8

Oitavo dia deste cruzeiro no Báltico foi a navegar e a conviver com viajantes solitários.

O nono dia foi dia de “turnaround” pois muitos passageiros entraram em Copenhaga. Eu entrei em Warnemunde, pelo que só sairia no dia seguinte.

Enquanto a grande maioria dos viajantes solitários com quem convivi saíram em Copenhaga, eu voltei  ao centro de Copenhaga no autocarro hop-on Hop-Off. Estava chuva e frio. Não tenho sorte com Copenhaga. Passeei de barco e a pé no centro da cidade, tendo voltado cedo para o navio, aproveitando para descansar e ler livros.

Dia 10

O décimo dia ditou o fim deste cruzeiro no Báltico que foi um cruzeiro memorável. Tudo correu bem, tirando a questão de Helsínquia.

Passeei pela vila de Warnemunde na zona da estação antes de apanhar o comboio para Berlim, onde passei o resto do dia a passear e a tirar fotos, tendo apanhado o voo para casa ao final do dia.

Continue a acompanhar as minhas viagens flutuantes. A próxima será Cuba e Caraíbas no MSC Opera em Março de 2018.

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Pedro Monteiro

 

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