Cruzeiro no Sudeste Asiático – Ovation of the Seas – Entrevista ao capitão e director de Hotel

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Entrevista ao Capitão e Director de Hotel do Ovation of the Seas

Entrevista em Outubro 2018 – Sudeste Asiático – entre Taipei e Hong Kong

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Da esquerda para a direita: Cpt Flemming Nielsen, Michael Rasmussen e Pedro Monteiro

Foi-me concedida a oportunidade de realizar uma entrevista a um capitão de um navio de cruzeiros e um director de Hotel.

O capitão Flemming Nielsen e Michael Rasmussen, director de Hotel, aceitaram a proposta de entrevista feita via Melair (representante da Royal Caribbean em Portugal) antes de partir para este cruzeiro. A mesma não foi filmada nem gravada, pelo que o que vão ler resultam das minhas notas e da minha memória.

Capitão Flemming Nielsen

1 – Fale-me um pouco sobre o seu cargo

O meu objectivo principal é manter as pessoas seguras, clientes e tripulação.

Manter um bom ambiente no navio é também um ponto essencial nas minhas funções.

Se porventura me acontecer algo, o capitão do “staff” é o segundo na hierarquia. O mesmo é o responsável pelo departamento dos conveses (Deck Department).

Existem 3 áreas que supervisiono no navio:

– Departamento de Hotel (ver entrevista com Michael Rasmussen abaixo)

– Departamento de motores e mecânica – comandado pelo Engenheiro-chefe, visa manter o bom funcionamento mecânico dos motores e restante mecânica do navio.

– Departamento de convés (Deck Departament) – este departamento gere a segurança do navio, limpeza exterior, questões médicas e navegação.

2 – Porque é que vale a pena fazer um cruzeiro?

Relação qualidade/preço. Num só local tem actividades para todos os gostos, restaurantes variados, entretenimento, programas para crianças e adultos. Num navio pode entregar os seus filhos ao cuidado dos nossos monitores dos clubes orientados para crianças enquanto os pais saem do navio num porto de escala, por exemplo. Ou então quando vão ao SPA.

Fora de um cruzeiro pagaria muito mais para usufruir das actividades incluídas na tarifa de um cruzeiro.

Há restaurantes de especialidades que têm um “fee” à parte, mas esse “fee” é baixo comparativamente com opções fora de um cruzeiro.

A Royal Caribbean é uma companhia orientada para famílias.

Num cruzeiro pode fazer coisas diferentes todos os dias. Por exemplo, praticar surf, fazer escalada, ler, ir ao Jacuzzi, tomar banho nas piscinas. Ou então pode passar os dias sem fazer nada. Há muitas opções. Temos programas para todos os gostos para crianças e adultos.

 

3 – Para quem nunca fez um cruzeiro, como responde a quem afirma:
– o barco pode balançar muito
– Tenho medo de enjoar
– como evita tempestades

É inevitável que, quando se apanha vento forte, o navio balançar um pouco.  Um navio tem estabilizadores que permitem minorar ao máximo ao balanceamento do barco. Contudo é importante não pensar que vai enjoar. Faça actividades e vai ver que nem vai dar conta.

Conseguimos prever as tempestades e actuaremos em conformidade, contornando a mesma.

Michael Rasmussen

Director de Hotel

1- Fale-me do seu cargo

Gerir pessoas – é o mais importante.

Tenho 300 pessoas a meu cargo

Supervisiono a limpeza, entretenimento, serviço a clientes, vendas, lojas, casino, piscinas e restauração

É um dos três departamentos que existem num navio de cruzeiros. Os outros dois são o departamento de conveses e motores/mecânica

 2 – Como é ser um director de hotel?

Procurar que os clientes estejam satisfeitos.

Procurar ter feedback dos mesmos, bem como dos empregados que trabalham de forma a sermos excelentes naquilo que fazemos.

Como temos empregados de várias nacionalidades, temos que os manter satisfeitos e moralizados. Se eles estiverem satisfeitos, tomam bem conta dos clientes.

O treino diário e constante é crítico para se conseguir um standard de excelência.

3 – Das funções que exerce, qual a mais exigente?

As condições climatéricas. Se estiver a chover, os clientes não vão para os conveses superiores para as piscinas, podendo mesmo não poder usar algumas das facilidades do navio devido ao mau tempo. Isso é mau, pois eles ficam nos camarotes ou ficam nos bares e é necessário dar resposta e adaptar-nos a essas situações.

Igualmente mau, é haver mau tempo nos portos de escala, pois uma boa parte dos clientes podem optar por não sair do navio, obrigando a termos que nos adaptar e encontrar actividades para manter os clientes ocupados.

Motivar os funcionários é também bastante exigente

Cada empregado tem diferentes motivações para trabalhar num navio: dinheiro, gosto pela vida de cruzeiro, gosta do que faz.

Há empregados que num dia podem ser excelentes naquilo que fazem, mas noutro dia podem não exercer a sua função nos padrões de excelência exigidos. É preciso gerir estas situações. Procurar a excelência no que fazemos, motivá-los.

4 – Das funções que tem, qual é a que lhe dá mais prazer?

Quando as coisas correm bem e de acordo com o planeado

Agradecimentos

Quero agradecer à Melair e à Royal Caribbean International, à Marla Baybay, coordenadora de grupo no navio Ovation of the Seas a oportunidade concedida para entrevistar duas pessoas importantes e fulcrais no funcionamento de um navio.

Os meus agradecimentos finais ao capitão Flemming Nielsen e director Michael Rasmussen pelo tempo dedicado e dispensado a mim.

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Pedro Monteiro

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